O Brasil vai testar o impacto da jornada de trabalho de 4 dias por semana. As inscrições para empresas interessadas já começaram!
A iniciativa é da 4 Day Week, uma organização sem fins lucrativos que conduz diversos testes globais sobre a carga horária reduzida na rotina produtiva, em parceria com a empresa brasileira Reconnect Happiness at Work.
Esse método, já aplicado pela 4 Day em outros países, é chamado de 100-80-100. A ideia é receber 100% do pagamento, trabalhando 80% do tempo e mantendo 100% da produtividade. Topa?
A proposta é adotar um modelo que vai unir manutenção dos salários, redução da jornada e aumento da produtividade.
Ao final do estudo, serão medidos o estresse, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, resultados financeiros e rotatividade dos funcionários.
Toda essa metodologia não surgiu do nada, foi criada pela Boston College, universidade americana referência nas pesquisas de produtividade no trabalho.
Apesar de chegar no Brasil agora, a redução da jornada de trabalho para quatro dias é uma realidade em vários países.
Emirados Árabes Unidos foi o primeiro a reduzir o número dos dias trabalhados. Desde janeiro de 2022, funcionários públicos têm carga semanal de 36 horas, que são divididas em 4 dias.
No Reino Unido foram mais de 50 empresas que participaram dos testes de 6 meses. Ao final do experimento, 92% dos negócios decidiram manter a jornada reduzida.
Os funcionários adoraram, tendo aceitação de 90% entre eles! Agora você me pergunta, reduzindo os dias trabalhados vai reduzir a receita, né? Não!
O aumento nos lucros das empresas que toparam o desafio foi em média 35% maior do que aqueles que têm jornadas tradicionais.
Irlanda, Suécia, Espanha e Bélgica também adotaram o modelo.
Não há pré-requisitos como mínimo de funcionários e os interessados vão ganhar uma mentoria de como a jornada vai funcionar.
As empresas no Brasil que se interessarem em testar a jornada de quatro dias de trabalho por semana devem se inscrever no site da 4 Day Week.
A experiência começa daqui a seis meses, em setembro. As inscrições vão até agosto. Os gestores terão de participar de reuniões para melhor compreender o funcionamento do novo sistema.
Com informações de Diário do Nordeste.


