Os seguintes cinco maiores portos marítimos do Nordeste em quantidade de mercadorias transportadas em 2022: Em quinto lugar o Porto Salvador, que movimentou 5 milhões de toneladas; em quarto o Porto Aratu, também na Bahia, com 7 milhões; em terceiro o Porto do Pecém (CE), com 17 milhões. O Pecém fica em um local estratégico do Brasil com o mundo; em segundo o Porto de Suape (PE), com 24 toneladas; e em primeiro lugar o Porto de Itaqui, no Maranhão, com 33 milhões de toneladas. É pelo Porto maranhense por onde saem o minério e a produção de milho e trigo, principalmente, da região Centro-Oeste.
E a tendência é o Porto do Pecém crescer ainda mais. Na quarta-feira (10/5) o Governo do Ceará e o Governo da Holanda assinam convênio para que o Pecém produza e exporte hidrogênio verde do Pecém através do Porto de Roterdã, o maior da Europa.
Por falar em crescimento portuário, intensifica-se o intercâmbio comercial entre o Porto do Pecém e o Porto da Parnaíba, que fica perto da divisa do Ceará com o Piauí. Parte do que é produzido pela Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém é embarcada pelo Porto da Parnaíba.
A luta das duas ZPEs é para que o Governo Federal regulamente o marco legal das Zonas para que a produção possa ser vendida, também, para o mercado interno brasileiro. Hoje, a lei diz que a produção das ZPEs só podem ser comercializadas para o exterior. A esperança é que o Governo Federal já admite conversar sobre o assunto.
Jornalista Luciano Luque


