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Camilo vira plano “b” do presidente para o Planalto-2026

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Pesquisa realizada pelo Instituto IPEC (antigo IBOPE), sobre o desempenho do governo Lula no Brasil, apontou o Ministério da Educação com a maior taxa de aprovação entre todas as pastas da Esplanada. Esse desempenho do ministro Camilo Santana alavanca seu nome como uma opção eleitoral, caso Lula desista da reeleição em 2026.

A atuação do governo Lula, na área da educação, tendo à frente o ministro Camilo Santana, tem resultados considerados bons ou ótimos por 38% da população, contra 31% que os avaliam como ruins ou péssimos.

Já 28% são os que classificam os esforços do Executivo federal nessa área como regulares. A Educação comandada pelo ministro Camilo Santana tem a seu favor o programa Pé-de-Meia, que dá incentivo financeiro a alunos matriculados no ensino médio e já se posta como uma das principais marcas do terceiro mandato de Lula na Presidência da República.

O programa beneficia a população de baixa renda, justamente o grupo que melhor avalia o governo Lula na educação. Um dado sobre essa aprovação alta: entre quem vive com até um salário mínimo por mês, 50% aprovam os rumos do país no MEC comandado por Camilo Santana, enquanto 25% reprovam. Camilo pode comemorar seu bom desempenho.

O crescimento da desaprovação do governo do presidente Lula e o problema da sua baixa popularidade, resultado constatado na pesquisa IPEC, mostra que, dentre oito áreas da gestão petista, apenas a educação obtém mais avaliações positivas do que negativas.

Já em relação aos demais segmentos, os que mais se revelam como pontos de atenção para o Palácio do Planalto são o controle da inflação, a segurança pública, a saúde e o combate ao desemprego. Apesar da reprovação estar em 42% tanto na saúde quanto na segurança pública.

O fortalecimento do nome do ministro Camilo, que trabalha para Lula recuperar a sua popularidade e concorrer a um novo mandato presidencial, se dá devido ao bom desempenho do ministro cearense à frente da Educação.

Seu nome se torna uma opção para o PT. Mesmo Camilo sendo consciente, que hoje Lula é candidato à reeleição em 2026. Conta a favor de Camilo, o fato da Educação ter colocado na rua o programa Pé-de-Meia, muito bem avaliado, e que está sendo ampliado por decisão do presidente Lula, diante dos bons resultados alcançados.

Esse programa ainda está sendo lançado nacionalmente. Camilo e Lula irão visitar os estados para divulgar o programa Pé de Meia, que tem como meta levar qualidade de vida para a população de baixa renda. É esse segmento da sociedade brasileira, que melhor nota dá ao ministro Camilo, à frente da Educação.

Na quinta-feira passada (18), o deputado Fernando Santana conversou com o deputado Davi Macedo na Assembleia do Ceará, em Fortaleza. Fernando voltou a pedir uma unificação das pré-candidaturas ligadas ao Abolição, em Juazeiro do Norte. Disse que o governador Elmano de Freitas quer a base do Abolição unida.

Não escondendo o desejo de disputar ao cargo de prefeito em Juazeiro, Davi Macedo admite que o lançamento de duas pré-candidaturas da base podem sair do controle. Mas, cobra uma conversa dele com o ministro Camilo e o governador Elmano, como foi prometido. Essa reunião poderia ter ocorrido nesta segunda (22), quando Camilo permaneceu em Fortaleza, cumprindo agenda política.

Mas, como havia excesso de compromissos marcados com Camilo, a conversa ficou para sexta (26), ou segunda (29). Há uma vontade de Fernando Santana de fechar um acordo político que assegure o apoio da família Macedo a sua candidatura.

Davi não descarta essa aliança, porém tanto ele quanto seu pai, ex-prefeito Raimundo Macedo, querem garantias futuras para a continuidade da carreira política do próprio Davi Macedo na Alece. Está descartada a candidatura dele a deputado federal. Esse acordo entre Fernando Santana e Davi acabará sendo construído, pela habilidade do ministro Camilo, que quer todas as forças políticas juntas contra o prefeito Glêdson.

Uma articulação do vice-prefeito Giovanni Sampaio colocou o empresário Gilmar Bender e o candidato a prefeito de Juazeiro do Norte, Fernando Santana, na mesma mesa. Giovanni, Bender e Fernando sentaram no sábado (20) e a conversa foi sobre a possibilidade de Bender romper com a candidatura à reeleição do prefeito Glêdson Bezerra, e apoiar a eleição de Fernando Santana. Fernando e Bender chegaram a circular de carro pelas ruas de Juazeiro do Norte.

Bender mostrou a Fernando as intervenções que o futuro prefeito precisa fazer em Juazeiro para o Município se desenvolver e avançar mais no crescimento da economia. A informação da virada de Gilmar Bender já é do conhecimento da base de Glêdson, que deve tentar uma reação para manter Bender.

A avaliação dos aliados de Glêdson é que Giovanni usa a operação “Nullum Pactum”, que investiga contratos do lixo em Juazeiro, para fazer pressão em Bender. O ex-secretário Diogo Machado, investigado na operação, já abandonou a defesa de Glêdson nas redes sociais. Giovanni e Fernando negam a pressão e garantem que a conversa com Bender tem sido republicana.

Aliados em 2016, quando formaram a chapa vencedora da eleição municipal, o ex-prefeito Arnon Bezerra e o vice-prefeito, Giovanni Sampaio, estavam rompidos desde 2018.

Giovanni acabou eleito pela oposição, ao lado do prefeito Glêdson Bezerra e Arnon, derrotado em 2020. A reaproximação, articulada por Fernando Santana, desde que foi cogitado o seu nome para liderar a base governista em Juazeiro.

No sábado (20), após uma missa, Fernando colocou Arnon e Giovanni frente a frente, e o resultado foi surpreendente. Concluíram que não há mágoas. Arnon e Giovanni estão filiados ao PSB e precisam caminhar juntos.

A necessidade dessa união foi reafirmada por Fernando. A mensagem foi entendida. Agora, o desafio para Fernando é deixar Arnon e Giovanni em pé de igualdade dentro do partido, o PSB, hoje, principal aliado à sua pré-candidatura. Deve indicar o vice. Arnon e Giovanni têm essa consciência.

A união do senador Cid Gomes com o irmão Ciro Gomes, nas eleições do Iguatu, acendeu a luz amarela no Abolição. E deixou o PT em estado de alerta em todo o Ceará, inclusive no Cariri. Cid e Ciro Gomes vão apoiar à candidatura do empresário Sá Vilarouca, que era filiado ao PT, mas hoje está no PSB, após o filho do deputado Agenor Neto ter sido escolhido como candidato petista à prefeitura do Iguatu.

A determinação de Cid e Ciro derrotar o PT no Iguatu está se expandindo para todo o Estado. O líder do Governo Lula, José Guimarães, está ciente disso, mas não confronta com Cid Gomes. Impôs ao PT de Sobral apoiar à candidatura da ex-governadora Izolda Cela. Sabedor que outro nome não seria aceito nem pelo governador Elmano nem pelo ministro Camilo, Cid lançou Izolda.

Porém, se há unidade entre os irmãos Ferreira Gomes e o PT em Sobral, o mesmo não acontece no Cariri. Há disputas em alguns municípios. Isso desagrada aos líderes do PT, Elmano e Camilo Santana. Essa unidade dos irmãos Ferreira Gomes está sendo acompanhada. Afinal, Cid e Ciro também devem dividir outros palanques no Cariri, nas eleições deste ano. Quem os acompanhará será com o presidente nacional do PDT, André Figueiredo, que trabalha por sua reeleição, elegendo prefeitos aliados na região. E nem sempre esses prefeitos são petistas ou apoiados pelo Abolição.

Jornal do Cariri

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