Jovens do Exército Britânico em exercício no Quênia estão sendo obrigados a participar de um ritual de iniciação no serviço no país da África que envolve uma “roleta russa” que pode forçá-los a fazer sexo sem camisinha com prostitutas.
Militares veteranos usam uma moeda para sortear se os calouros terão relação sexual protegida ou não, a fim de mostrar o “quão corajosos” eles são, apesar de os comandantes militares insistirem que pagar por sexo é proibido tanto no país como no exterior. Cerca de 10 mil soldados britânicos são enviados para o Quênia todos os anos.
As alegações, relatadas pelo “Mail on Sunday”, alarmaram os chefes da Defesa do Reino Unido devido às elevadas taxas de Aids no Quênia. Estimativas apontam que uma em cada 20 pessoas no país seja infectada pelo HIV.
O “Mail on Sunday” citou o depoimento de um soldado ao Ministério da Defesa:
“Quando esta unidade é enviada para exercício, eles realizam uma cerimônia de iniciação para todos os novatos que ainda não tinham destacados para o Quênia. Os soldados mais experientes jogam uma moeda: dando cara, você pode usar camisinha; dando coroa, não.”
Prostitutas costumam ficar do lado de fora da base britânica em Nanyuki, conhecida como Nyati Barracks. Soldados geralmente contratam os serviços de prostitutas quando vão cortar o cabelo nos arredores do centro de treinamento.
As revelações chocantes foram inicialmente publicadas na revista “BMJ Military Health”, e as conclusões baseiam-se em entrevistas com soldados no seu regresso ao Reino Unido.
“A nossa unidade de treino no Quênia é uma instalação vital onde os soldados do Reino Unido se preparam para operações em todo o mundo”, diz o site do governo britânico.
A construção da Unidade de Treinamento do Exército Britânico no Quênia (Batuk, na sigla em inglês) custou o equivalente a R$ 450 milhões.
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