O testamento deixado pela cantora Ângela Maria, uma das maiores vozes que o Brasil já conheceu, estaria sendo motivo de disputa acirrada entre o viúvo da artista, Daniel D’Angelo, e os filhos adotivos dela. A informação, divulgada pela colunista Fabíola Reipert, nessa quinta-feira (08), indica que, no documento, a estrela teria declarado que metade de tudo o que teve ficaria com Daniel e a outra metade seria dividida entre os quatro filhos adotados.
Porém, a divisão tem gerado brigas entre Daniel e as três herdeiras da cantora. O quarto filho está ao lado do viúvo. As mulheres alegaram que tentaram visitar a mãe diversas vezes e eram impedidas por D’Angelo. Já o viúvo afirmou que era a cantora quem não queria vê-las.
Fabíola Reipert teve acesso com exclusividade a um boletim de ocorrência feito em vida por Angela Maria contra as filhas. As herdeiras teriam pressionado a mãe a vender a casa em que morava, avaliada em R$ 1,8 milhão, e que agora está no testamento. O imóvel, ainda de acordo com as filhas, estaria correndo risco de ir a leilão por atraso de IPTU, e elas teriam quitado as dívidas para não perder o bem. As herdeiras também disseram que o marido da mãe estaria ocultando posses da artista, como quadros e joias, além do saldo bancário.
Em conversa com a jornalista, o viúvo de Angela Maria disse que o pagamento do IPTU da casa foi uma estratégia dos advogados das filhas para tumultuar o inventário. Ele contou, ainda, que atrasou poucas parcelas da casa durante um momento de dificuldade, mas que hoje todos os valores estão em dia. Sobre os bens “ocultados”, ele declarou que tudo foi levado em dois assaltos.
Angela Maria, uma das rainhas do rádio, morreu no dia 29 de setembro de 2018, aos 89 anos. Ela ficou internada em um hospital de São Paulo com uma grave infecção, teve uma parada cardíaca, e não resistiu.
Diário do Nordeste



