Num lago no coração da capital da Costa do Marfim, Yamoussoukro, crocodilos ameaçadores abocanham galinhas que lhes são atiradas por turistas reunidos atrás de uma grade que chega até a cintura, incluindo torcedores de futebol que estão na cidade para assistir a jogos da Copa das Nações Africanas.
Existem cerca de 300 crocodilos e jacarés no lago próximo ao palácio presidencial, desde os tempos de Félix Houphouet-Boigny, conhecido como o pai da nação africana.
É costume do grupo étnico local baúle que as pessoas “expliquem” os seus problemas ao lago, cheio de crocodilos, que vai “resolvê-los para elas”, contou a agência France Presse.
“Com certeza, tornou-se uma atração. Mas num nível puramente místico, esta água para o povo baúle de Yamoussoukro é sagrada. Quando você perde um crocodilo, você lhe dá um enterro humano. Há um lugar especial no cemitério onde estão enterrados como seres humanos”, declarou Augustin Thiam, governador de Yamoussoukro e sobrinho-neto de Houphouët-Boigny.
“É toda uma história que está aqui, e saber que a sua própria casa (do ex-presidente Houphouët-Boigny) fica lá atrás, onde ele nasceu, e tudo isso, é a sua aldeia, ao mesmo tempo sua casa, onde ele construiu seu palácio presidencial, e tudo mais. Então é uma história que está escrita, só isso, então é um prazer voltar sempre aqui e ver esses jacarés e ver a casa dele ao mesmo tempo. Nos trouxe muitas lembranças, é sempre uma alegria passar um tempo aqui em Yamoussoukro”, disse o marfinense Guy Michel Goumezo, que visitou o local e fez parte do ritual.
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