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Após intervenção, Cid Gomes reúne aliados nesta segunda (30) para definir rumo do grupo no PDT

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O senador Cid Gomes (PDT) irá reunir, nesta segunda-feira (30), parlamentares estaduais e federais, além de prefeitos e demais pedetistas aliados a ele para discutir os rumos do grupo após a intervenção da Executiva nacional do PDT no diretório estadual do partido no Ceará. 

A informação é do líder da bancada cearense no Congresso Nacional, deputado federal Eduardo Bismarck (PDT). Ele disse que considera que a análise de qual caminho o grupo irá seguir será “ao estilo Cid, ouvir a opinião de todos os parlamentares e depois decidirmos”.  

A decisão nacional ocorreu na última sexta-feira (27), em reunião tensa realizada na sede nacional da Fundação Leonel Brizola, no Rio de Janeiro. Com a intervenção, o diretório — que estava sob comando de Cid — foi dissolvido e uma comissão provisória será instalada, com o comando ainda a ser definido. 

O senador cearense vem travando, há meses, uma queda de braço pelo comando do PDT Ceará contra o deputado federal André Figueiredo (PDT). Retirando da presidência estadual do partido por Cid no último dia 16 de outubro, Figueiredo convocou, como presidente nacional interino, a reunião que retirou Cid do comando estadual. 

Nesta segunda, o grupo aliado a Cid dentro do PDT deve definir quais rumos adotar após a decisão da Executiva nacional. Entre as possibilidades, está a apresentação de medida para anular a decisão na Justiça ou mesmo a saída do PDT. 

Logo após a reunião da Executiva na sexta, o senador cearense criticou a intervenção e disse que não houve espaço para exercer a “ampla defesa”. 

“Não se aprova uma intervenção sem a abertura prévia de um processo, sem dizer do que a pessoa está sendo acusada para que possa exercer seu direito de ampla defesa e por último ter uma deliberação do Conselho de Ética, depois da Executiva e depois do Diretório. Mas eles já aprovaram a intervenção sem cumprir nenhuma dessas etapas. Não sei sequer a razão dessa intervenção”, disse o senador. 

Já o deputado André Figueiredo afirmou que a intervenção ocorreu porque o clima “estava muito difícil” e disse que acredita que Cid Gomes irá sair do PDT. 

“Muito desgastante para todos, mas o clima estava muito difícil de permanência e, pelo teor dos debates nas reuniões, o clima de paz está ficando impossível. Vamos seguir o devido processo, mas eu não acredito que o senador Cid fique no PDT, não”, afirmou na sexta-feira.

Apesar da crise interna do PDT no Ceará se arrastar desde a campanha eleitoral de 2022, a nova escalada na tensão dentro do partido ocorreu após o diretório estadual, sob o comando de Cid Gomes, conceder, em agosto, carta de anuência para a desfiliação do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão.

A autorização foi contestada pela Executiva nacional, sob comando de Figueiredo, e judicializada tanto na esfera cível como na eleitoral. 

Em setembro, reunião convocada por Cid Gomes contou com a presença de Figueiredo e aliados. Na ocasião, a inclusão da pauta sobre o apoio do PDT ao Governo Elmano de Freitas chegou a ser cogitada, mas acabou sendo retirada a pedido de Figueiredo. Apesar disso, houve bate-boca entre integrantes das duas alas do PDT e Figueiredo, junto a aliados, acabaram deixando a reunião antes do fim. 

Três dias depois, no dia 29 de setembro, Figueiredo anunciou o retorno da licença e a deposição de Cid Gomes do comando do PDT Ceará. Na ocasião, os dois trocaram acusações sobre quebra de acordo. André Figueiredo afirmava que o senador havia descumprido partes dos acordos feitos para assumir a presidência do diretório estadual — citando a carta de anuência a Evandro Leitão e eventual discussão sobre apoio à gestão estadual. 

Já Cid afirma que o único acordo feito foi que ele ficaria na presidência até dezembro e, na sequência, apoiaria Figueiredo na eleição para um novo mandato na Executiva estadual. O senador disse que quem descumpriu o acordo foi o deputado federal. 

Em resposta a destituição da presidência do PDT, Cid e aliados convocaram uma reunião do diretório estadual para eleição de nova Executiva. Um dia antes da publicação da convocação, no entanto, Figueiredo inativou o diretório estadual e foi criada comissão provisória no lugar. 

A primeira decisão judicial sobre a presidência do PDT veio poucos dias depois. No dia 10 de outubro, tanto a Justiça cível como a eleitoral derrubaram o ato, restituíram os mandatos dos integrantes do diretório e desfizeram a comissão provisória. Com isso, a convocação para eleição, no dia 16 de outubro, foi restabelecida e o senador Cid Gomes foi eleito como presidente estadual, mas acabou tendo os efeitos suspensos minutos após o anúncio da escolha, retornando o comando para Figueiredo. 

O recurso apresentado por Cid Gomes, no dia 17 de outubro, teve resposta judicial, com a revogação da liminar e o restabelecimento da validade tanto do edital de convocação como dos efeitos da reunião extraordinária, o que possibilitou que o senador assumisse o comando do diretório estadual do PDT no Ceará — de onde foi retirado pela intervenção da Executiva nacional da sigla.

Diário do Nordeste

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