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“Não me reconhecia mais”, conta influencer que fez quatro plásticas

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Um dos principais riscos de cirurgias plásticas é a possibilidade de o resultado não agradar o paciente. A frustração em não ter a expectativa alcançada pode afetar a autoestima do indivíduo e desencadear problemas psicológicos como a depressão.

A influenciadora Izadora Carvalho, 24, passou por quatro procedimentos estéticos, incluindo rinomodelação, preenchimento labial, lipoescultura e rinoplastia. Apesar de o objetivo ter sido se sentir melhor consigo mesma, as cirurgias a fizeram duvidar da própria identidade. “Não me reconhecia mais”, destaca a modelo, em entrevista ao Metrópoles.

“Sempre que eu passava por um procedimento, me sentia melhor. Era como se fosse um tapa buraco, mas depois eu sempre achava outra coisa que podia ser melhorada. Percebi que nunca estaria satisfeita comigo mesma”, desabafa Izadora.

A primeira intervenção estética da influenciadora aconteceu aos 18 anos. Ela fez uma rinomodelação para corrigir uma saliência óssea (giba) no nariz. Izadora gostou do resultado, mas percebeu que, com o tempo, o ácido hialurônico usado na operação começou a se espalhar e a deformar seu nariz.

“A primeira aplicação ficou ótima. Com o tempo, porém, vem a consequência — mas quem aplica não nos alerta antes. Meu nariz ficou caído e arredondado, o que me afetou demais. Não era isso que eu queria”, afirma a influenciadora.

Segundo o cirurgião plástico Henrique Lopes Arantes, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o efeito arredondado e caído pode ocorrer caso seja usado um ácido hialurônico de baixa densidade, que tende a migrar para a ponta do nariz e causar a queda pelo excesso de volume e peso.

“O resultado negativo pode ocorrer com o uso de volume exagerado de substância ou utilização de produto inadequado. Há também a chance de inflamação crônica, que pode evoluir para necrose do nariz, por causa da aplicação de materiais inócuos, como o silicone líquido”, explica o cirurgião.

A insatisfação de Izadora com a própria aparência se manifestou com sintomas depressivos. “Não tinha forças para cumprir as minhas agendas. Inclusive parei de ir para a academia”, afirma.

Diante do quadro depressivo e da insatisfação com o resultado, a influenciadora busca reverter alguns dos procedimentos. Ela conta que recorreu à rinoplastia para remover o ácido que causou o arredondamento do nariz.

“Quando o resultado da rinomodelação não é satisfatório, uma das indicações é fazer uma rinoplastia. Muitas vezes, para o nariz ficar dentro das expectativas do paciente, é preciso reduzir as estruturas nasais, principalmente quando o paciente tem giba”, explica Arantes.

O cirurgião acrescenta ainda que, dos procedimentos realizados por Izadora, apenas o preenchimento labial pode ser revertido. “Em cirurgias como lipoaspiração e rinoplastia, podemos tentar uma correção, mas não há como reverter o que já foi feito”, afirma o cirurgião.

Atualmente, Izadora afirma ser uma pessoa mais madura e segue na terapia para que a depressão não a impeça de realizar seus afazeres. “No momento, não penso em realizar outra cirurgia estética. Estou satisfeita comigo mesma”, aponta.

Segundo a neuropsicóloga Nathalie Gudayol, os procedimentos estéticos também podem desencadear transtornos de autoimagem. “O quadro pode ocorrer quando a pessoa tem expectativas irreais sobre o resultado, a cirurgia não atende às expectativas ou a busca incessante por aperfeiçoamento estético se torna uma obsessão”, explica.

O transtorno pode levar a uma desconexão entre a imagem real e a percebida, o que pode desencadear problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.

O tratamento pode envolver terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a pessoa a reconstruir uma imagem corporal mais saudável e realista. Além disso, o apoio social, incluindo o suporte de amigos e familiares, é fundamental.

“Em casos mais graves, pode ser necessária a intervenção medicamentosa para tratar a depressão associada. É importante que a pessoa busque ajuda profissional para lidar com esses problemas de autoimagem e saúde mental”, afirma a neuropsicóloga.

Metrópoles

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