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Quixadá e Quixeramobim recebem nesta terça, 12, “Circuito de Palhaçaria”

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Duas cidades do sertão do Ceará, Quixadá e Quixeramobim, receberão nesta terça-feira, 12, a circulação do projeto “Circuito Palhaçaria no Sertão Cearense”, do grupo cearense de comicidade K´Os Coletivo. As apresentações são gratuitas, livres para todos os públicos e encenadas em espaços educacionais de cada cidade.

Além das duas cidades, Boa Viagem, Madalena e Canindé também terão o espetáculo “Circo do K’Os – Os Clássicos da Palhaçaria”. Após as apresentações, haverá bate-papo com a plateia a respeito dos processos criativos do espetáculo, sobre palhaçaria e comicidade. Em Canindé, haverá apresentação com acessibilidade em libras.

É o espetáculo do grupo K’Os Coletivo que mais evidencia a palhaçaria e sua tradição, a partir de uma releitura do tradicional resultante do estudo em Circo-Teatro que é desenvolvido pelo grupo. Formado para grandes plateias e com o intuito de atingir um público multigeracional, segue uma estrutura de rua, podendo ser apresentado em qualquer espaço, seja em praças, parques, escolas, teatros e/ou locais alternativos, sendo dinâmico e de linguagem popular, respeitando sempre aqueles que assistem. Tem como cenário um picadeiro e uma tenda que representa a lona dos circos itinerantes, tão apreciada por crianças, jovens e todos aqueles que têm em sua história relatos sobre figuras cômicas circenses, acrobatas, malabaristas e outros números de habilidades. A apresentação fica por parte de uma palhaça e dois palhaços: Palhaça Tramela (A astuta e perspicaz), Palhaço Pinguelão (1.95 de altura de pura leseira) e Palhaço Pipiu (O causador de confusão). Em sua dramaturgia, faz uma releitura de números clássicos do Circo Brasileiro sempre evidenciando em sua essência as virtudes da Palhaçaria Nordestina.

O referido trabalho foi pensado e idealizado como forma de preservação da palhaçaria e sua tradição, isso, claro, fugindo de estereótipos que possam reforçar qualquer tipo de preconceito. O grupo K’Os Coletivo tem como prioridade levar através de espetáculos de rua, caixa cênica ou espaços diversos, a alegria, o riso e as boas energias a todos que assistem, pretendendo-se assim perpassar essa arte para gerações futuras. O espetáculo é mais que uma homenagem ao circo brasileiro, é um movimento de “não-esquecimento” de um gênero artístico importantíssimo na história do circo no país: o circo-teatro (uma das pesquisas mais fortes na formação do trabalho). Importante ainda frisar que segundo Ermínia Silva, historiadora, ‘tudo que é tradicional é contemporâneo’. Ou seja, o conhecimento da Palhaçaria é passado de geração em geração e, a cada tempo, é atualizada conforme as necessidades de uma sociedade pertencente a uma cultura. O ‘novo’ é o que está sendo feito por meio de uma linguagem que envolve técnicas antigas, mas que transmutam o tempo por se tratar de uma tradição.

O espetáculo é feito para grandes públicos e para quem quiser acessar, incluindo povos indígenas, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, população negra, comunidades quilombolas, comunidades ciganas, comunidades de terreiro de matriz africana e afro-brasileira, além de mulheres, idosos e pessoas de alta vulnerabilidade social. O espaço urbano/aberto proporciona o encontro de todos os públicos, assim como o circo que em sua história mostra todas as classes reunidas para assistir o mesmo espetáculo, sem discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero, de classe ou de casta.

O trabalho conta com uma palhaça no elenco (Aline Campêlo), o que exalta a promoção da igualdade de gênero e o envolvimento de mulheres em atividades antes dominadas apenas por homens. A presença da ‘Tramela’ (nome dado à palhaça de Aline Campêlo) por si só reconhece e fortalece a representatividade do feminino dentro da área da palhaçaria. É algo a se celebrar, inclusive, uma vez que o gênero comédia, muitas vezes, perpetuam estereótipos machistas e misóginos, dentro outras práticas preconceituosas. Ao romper com esses padrões, a produção se destaca por oferecer uma perspectiva inovadora, desafiando preconceitos arraigados e trazendo uma visão mais inclusiva.

Criado em 2006, o grupo trabalha com multilinguagens, incluindo circo, teatro, literatura e música, apresentando espetáculos cênicos, contações de histórias e intervenções artísticas. Desenvolve também ações formativas (workshops, oficinas e intercâmbios) e realiza circulações, além de criar roteiros audiovisuais, textos literários e dramatúrgicos. As atividades do grupo são destinadas a público multigeracional.

Serviço
“Circuito Palhaçaria no Sertão Cearense”
Espetáculo “Circo do K’Os – Os Clássicos da Palhaçaria” + bate-papo ao final, com o grupo K´Os Coletivo
Locais: Escolas públicas das cidades de Quixadá, Quixeramobim.
Gratuito
Informações: @kos.coletivo

Locais de apresentação:

QUIXADÁ:
EEF JOSÉ BONIFÁCIO DE SOUSA
Endereço: Travessa Da Lavanderia, s/n – Campo Novo, Quixadá-CE
Dia 12 de setembro de 2023, terça-feira, às 9h

QUIXERAMOBIM:
EEF HELOISA MARIA MAIA PINTO DINELLY
Endereço: Rua Cleodon Siqueira, s/n – Antônio Sisnando, Quixeramobim-CE
Dia 12 de setembro de 2023, terça-feira, às 14h30

Repórter Ceará

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