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Um dia após prefeitura exigir trabalho ‘voluntário’, universitários são barrados em ônibus gratuitos em Pacajus

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Um grupo de 17 universitários foi barrado no ônibus que realiza o transporte gratuito dos alunos da cidade de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, a universidades em Fortaleza, na manhã desta segunda-feira (4).

O caso ocorreu um dia após o prefeito da cidade, Bruno Figueiredo (PDT), anunciar que os universitários que usam o transporte da prefeitura para ir às aulas serão obrigados a realizar um trabalho voluntário obrigatório para continuar utilizando o serviço.

Conforme Klayver Soares, um dos representantes dos alunos, no momento do embarque o QR Code gerado pela prefeitura para fazer o controle dos estudantes apresentou problemas, não leu o cadastro de parte dos alunos, que foram impedidos de entrar no ônibus.

“Para a gente poder utilizar esse transporte garantido por lei, a gente faz um cadastro por meio do site da prefeitura. […] A fiscal da prefeitura não conseguiu ler o QR Code e mesmo a gente explicando que era aluno, ela falou para o motorista: ‘fecha a porta e vai embora'”, falou Klayver Soares.

Segundo o universitário, por conta do problema no aplicativo de controle, vários alunos não conseguiram outro transporte a tempo e perderam as aulas.

A Prefeitura de Pacajus informou que está realizando um controle melhor nas rotas dos universitários, com objetivo de impedir pessoas que não são da universidade.

“Portanto, não houve nenhuma mudança, mas uma adequação melhor na gestão para efetivar realmente o acesso do transporte para os estudantes cadastrados de forma regular no sistema”, disse a prefeitura.

Sobre o caso dos estudantes impedidos de embarcar por problemas na leitura do QR Code, o órgão disse que esses alunos estão sendo orientados a procurar a coordenação de transporte na sede da prefeitura.

O prefeito de Pacajus, Bruno Figueiredo (PDT), anunciou no domingo (3) que estudantes universitários que usam o transporte gratuito da prefeitura para ir às aulas em Fortaleza serão obrigados a realizar um trabalho voluntário obrigatório para continuar utilizando o serviço.

Conforme o prefeito, a medida tem objetivo de “regularizar o transporte universitário” para não haver “prejuízo para o município”, a 50 quilômetros de Fortaleza. Segundo Figueiredo, os estudantes que utilizam o serviço serão avisados da mudança a partir da segunda-feira (4).

A partir da segunda-feira seguinte, dia 11 de setembro, só subiriam nos ônibus os estudantes que já estivem cadastrados para realizar o trabalho voluntário no município.

“A partir da próxima segunda, será exigido o trabalho voluntário para que você dê sua contrapartida ao município”, afirmou Figueiredo. “A partir da próxima segunda, só entrará no ônibus quem estiver autenticado e fazendo um trabalho voluntário”.

O prefeito não detalhou qual órgão os universitários devem procurar para realizar o cadastro nem como será a “autenticação” dos estudantes. Em nota, a prefeitura argumentou que está realizando um controle nas rotas dos universitários, com foco em barrar pessoas que não são da universidade.

“Portanto, não houve nenhuma mudança, mas uma adequação melhor na gestão para efetivar realmente o acesso do transporte para os estudantes cadastradas de forma regular no sistema”, complementa a nota. O g1, no entanto, questionou como funcionará esse serviço voluntário e quantos alunos utilizam o transporte municipal, mas a prefeitura não respondeu.

Nas redes sociais, universitários do município criticaram da medida. Em nota, uma página voltada para estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) chamou a medida de “descabida” e destacou que a proposta desconsidera a carga horária de universitários, que muitas vezes têm aulas em dois turnos e precisam realizar atividades extras de extensão e pesquisa.

“Já é difícil para os estudantes do interior se manterem na faculdade, pois precisam estudar, trabalhar e além disso, se locomover. Daí vem um prefeito, que “administra” nosso dinheiro, dos pagadores de impostos, e dificuldade o acesso dos estudantes a um transporte para irem estudar”, escreveu o perfil.

Pacajus é considerada parte da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), porém, está localizada a mais de 50 quilômetros da capital cearense. Conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), a passagem de ônibus de Pacajus para Fortaleza custa R$ 12,45 a inteira e R$ 6,20 a meia.

O serviço de ônibus metropolitano é oferecido por muitas prefeituras da RMF para estudantes universitários, uma vez que em Fortaleza estão concentradas a maior parte das instituições de ensino superior, públicas e privadas.

G1

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