Logo após a eliminação do Flamengo nas oitavas de final da Libertadores, o atacante Gabigol atacou a arbitragem de forma veemente. Em entrevista à ESPN, ele afirmou que houve um “roubo muito grande” na derrota do rubro-negro por 3 a 1 para o Olimpia, em Assunção. As duras palavras do brasileiro podem custar a ele alguma punição por parte da Conmebol. A Unidade Disciplinar da entidade está analisando todos os relatórios referentes à partida comandada pelo árbitro colombiano Wilmar Roldán.
Mesmo que as acusações tenham sido ditas em uma entrevista após o jogo, a Conmebol pode abrir um expediente disciplinar, que irá investigar o caso e determinar algum tipo de sanção ou não. Gabigol não reclamou diretamente do impedimento marcado no gol do Flamengo, que teve a intervenção do VAR. Ainda na madrugada, a entidade divulgou as imagens e as conversas da arbitragem que identificaram o toque de Ayrton Lucas na bola para o atacante, que estava impedido. Mas destacou o favorecimento dado ao time paraguaio em vários lances e insinuou que há “muitas coisas que acontecem na Libertadores”.
— É ruim falar porque, quando perde, parece que você está chorando. Mas o juiz inverteu faltas, expulsou nosso treinador, a Conmebol é aqui do lado… São muitas coisas que acontecem na Libertadores e vocês sabem, porque estão aqui fora do campo. Faltas invertidas, falta no Wesley no 3° gol… Falar sobre isso parece que é choro. Acho que foram muitos erros nossos, mas creio eu que foi um roubo muito grande — disse.
Há precedentes de punições dadas pela Conmebol em casos semelhantes. Em agosto de 2019, o argentino Lionel Messi pegou um gancho de três meses de jogos oficiais da Argentina e multa de 50 mil dólares após acusar a entidade de corrupção e afirmar que a competição estava “armada” para o Brasil ganhar. As declarações foram dadas após a disputa do terceiro lugar contra o Chile, em jogo que ele foi expulso e, por isso, não jogou a estreia da seleção argentina nas eliminatórias da Copa do Mundo Catar, em 2020.
Messi ainda recorreu, mas a Câmara de Apelações da Conmebol rejeitou o pedido e manteve a decisão da Unidade Disciplinar. Ele só retornou à seleção da Argentina em novembro daquele ano em amistoso contra o Brasil.
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