De Segunda a Sexta – 06h às 07h

FM Maior 93.3

Ouça ao vivo

De Segunda a Sexta – 06h às 07h

economia

Governo Federal quer que governadores e prefeitos sejam obrigados a fechar todo ano com dinheiro no caixa

360_F_330265300_tLglugqTL5bkkj0jxD5PBMRwZnUsm5gV

O Ministério da Fazenda realizou estudos para propor uma mudança no texto da Lei de Responsabilidade Fiscal que imporia aos estados e municípios a obrigatoriedade de, a cada final de exercício, encerrar o ano com dinheiro em caixa. A proposta, a ser feita por meio de projeto de lei, foi apresentada pelo Ministério da Fazenda e prevê, também, estímulo para estados e municípios conquistarem mais crédito desde que cumpram as novas exigências fiscais.

A medida tem por objetivo garantir que, na transição de um ano para o outro ano, os estados e municípios tenham dinheiro suficiente para cobrir despesas, como pagamento de salários, de fornecedores e de serviços.

De acordo com a proposta a ser apresentada, as administrações municipais e estaduais que descumprirem a regra estariam proibidas de criar novas despesas, como, por exemplo, reajuste de salários e contratação de pessoal.

Haveria, também, outra punição: os estados e municípios que ignorarem a norma não poderão criar novas despesas de caráter continuado ou tomar medidas de renúncia de receita, como, por exemplo, a concessão de isenção fiscal para estimular atividades econômicas. A medida, que é tida como um freio de arrumação para melhor organização das finanças nos estados e municípios, entraria em vigor em 2027, com o início de um novo ciclo de mandatos de governadores.

A possível alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal representa, também, uma tentativa do governo federal de endurecer as exigências para maior controle dos gastos públicos pelos estados e municípios. Uma das consequências dessa mudança é que, com finanças mais equilibradas, haveria menos pressão de governadores e prefeitos para a União socorrê-los no caso de aperto dos orçamentos dos estados e municípios.

A Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada há 23 anos e é considerada como um dos principais freios para barrar o ímpeto de gastança descontrolada nas administrações federal, estadual e municipal. A lei tem dispositivos que proíbem que governadores e prefeitos encerrem os mandatos sem deixar para os sucessores recursos destinados a despesas contratadas, mas não estabelece proibição desse tipo de comportamento dos gestores públicos nos três primeiros anos de governo.

A Voz de Santa Quitéria

Compartilhe essa notícia:

Busca

Outras notícias

Mais lidas

Programa do Rochinha
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.