Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.578,41 no mês de junho. Valor é equivalente a 4,98 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.320. Em relação a junho do ano passado, houve uma queda, quando o mínimo deveria ter sido de R$ 6.527,67, 5,39 vezes o valor vigente da época, de R$ 1.212.
O Dieese considera o preço de alimentos básicos em 17 capitais brasileiras e a Constituição, que diz que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
O preço da cesta básica caiu em 10 das 17 capitais pesquisadas. São elas: São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória, Brasília, Goiânia, Fortaleza, Belém e Belo Horizonte (veja a lista completa abaixo). Na capital cearense, a cesta básica está custando R$ 661,16 (-1,71%)
O trabalhador que ganha um salário mínimo só consegue comprar uma cesta básica, se trabalhar em média, 113 horas e 13 minutos. Esse tempo caiu em relação ao mesmo mês em 2022, quando a jornada média era de 121 horas e 26 minutos.
Preços do feijão e óleo de soja caíram em todo o país. Tanto o feijão-carioca quanto o preto ficaram mais baratos nas capitais pesquisadas. O departamento atribuiu a queda ao bom resultado das lavouras e expectativa que isso continue nas próximas safras.
Carne bovina de primeira está mais barata em 15 das 17 capitais pesquisadas. Em 12 meses, todas as capitais registraram diminuição no preço médio, o que o Dieese atribuiu a maior oferta de animais para abate e menor demanda devido aos preços altos.
Batata e açúcar ficaram mais caros. O quilo da batata encareceu em todas as capitais com o fim da safra. Com oferta restrita, o açúcar aumentou de preço em 14 das 17 cidades.
O Otimista



