Pessoas mais velhas e que moram sozinhas em imóves de aluguel. Este é o retrato da parcela da população brasileira que mais avançou nos últimos 10 anos. O levantamento está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. O estudo destaca que mais brasileiros estão vivendo sozinhos: de um total de 74,1 milhões de domicílios no país, 15,9% (ou 11,8 milhões) tinham apenas um morador em 2022. Por sua vez, a faixa de idosos a partir de 60 anos saltou de 11,3% para 15,1%.
Ao mesmo tempo, o percentual de pessoas com menos de 30 anos caiu de 49,9% em 2012, para 43,3% em 2022. As mulheres têm mais longevidade. Entre a população acima de 60 anos, eram 78,8 homens para cada 100 mulheres vivas no ano passado.
A amostragem da pesquisa tem 168 mil domicílios. Esta série histórica começou em 2016, mas a última divulgação ocorreu em 2019, já que nos dois anos seguintes não houve coleta por conta da pandemia.
O índice de inquilinos alcançou 21,1% do total de lares, contra 18,8% em 2016. Todas as regiões tiveram crescimento do percentual de domicílios alugados em comparação a 2019, com destaque para Centro-Oeste (de 24,5% para 27,8%) e Sul (de 18,6% para 20,9%).
“Entre 2016 e 2022, observou-se uma contínua redução do percentual de domicílios próprios já pagos, que variaram de 66,7%, em 2016, para 64,8%, em 2019, e 63,8%, em 2022”, diz o relatório.
O brasileiro parece estar mais solitário no modo como mora. É a maior proporção das unidades domésticas unipessoais em uma série histórica. Em 2012, os lares com uma pessoa representavam 12,2% do total. E homens moram mais sozinhos que mulheres. São 55,4% homens, para 44,6% de mulheres.
No ano passado, 45,9% das unidades unipessoais eram ocupadas por pessoas de 30 a 59 anos e 41,8% eram preenchidas por idosos (60 anos ou mais). A fatia restante, de 12,3%, era relativa a jovens de 15 a 29 anos. “No país, 41,8% dos domicílios unipessoais são de idosos. Ou seja, há uma participação maior do que na população como um todo”, disse Gustavo Geaquinto Fontes, pesquisador do IBGE.
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