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Deltan Dallagnol joga a toalha e dá seu mandato por perdido

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Ex-coordenador da Lava Jato, com o mandato de deputado federal cassado na semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Deltan Dallagnol, 43 anos, foi visto, ontem à noite, passeando pelos corredores da Câmara. Até votou contra a aprovação da proposta do governo sobre as novas regras fiscais.

É o que se chama “visita da saúde”. Há prazos e ritos a serem cumpridos no Congresso quando um parlamentar é cassado pela Justiça. E falta cumprir alguns deles para que Dallagnol perca o gabinete, as chaves do gabinete, os funcionários que o cercam, o broche de deputado que carrega no paletó, e retorne a Curitiba.

Ele diz acreditar que seus colegas vão peitar a decisão do tribunal. Ou que o Supremo Tribunal Federal poderá anulá-la, dando-lhe razão. Engana-se, ou tenta enganar os outros. O Supremo não o fará, tampouco a maioria dos deputados. Dallagnol sempre foi mal visto pelos que reclamam da demonização da política.

Não só ele, é claro, mas também os demais procuradores da Lava Jato e seu líder máximo, o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (Podemos-PR). Cassado foi, cassado permanecerá por 8 anos, Dallagnol sabe. E, por isso, jogou a toalha ao partir para o ataque contra os ministros que o julgaram. O que ele disse:

“O ministro condutor do voto trouxe um voto que objetiva entregar a minha cabeça em troca da perspectiva de fortalecer a sua candidatura ao Supremo”.

Benedito Gonçalves, o ministro que relatou o processo de cassação, foi acompanhado pela umidade dos seus pares. Dallagnol perdeu de goleada – 7 x 0. Dos 7 votos, três foram de ministros nomeados por Bolsonaro, entre eles Nunes Marques; um foi do presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, o pavor de Bolsonaro.

Segundo Dallagnol, os sete ministros combinaram nos bastidores a decisão de retirar seu mandato antes mesmo de o tema ser julgado pelo plenário do tribunal. É uma acusação grave, essa, que ele justifica assim:

“O presidente da República tem um poder imenso na mão ao escolher os integrantes do Supremo. Esse poder faz com que muitos ministros, autoridades, vão dançar a música que o presidente decidir tocar; e o presidente já tocou uma música muito clara em diversos momentos, que é a música da vingança contra a Lava Jato.”

O ex-deputado vai além:

“Quando eu fui cassado, todo o sistema comemorou, pessoas de diferentes partidos que tinham sido acusadas. Sem o apoio desses políticos e desses partidos, esses ministros jamais estariam na lá. Estão escolhendo os casos que anulam, estão atuando seletivamente.”

Metrópoles

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